Quem nasceu no início dos anos 80 provavelmente já cantarolou alguma vez a musiquinha tema dos Smurfs. É nesse espírito de nostalgia que a Sony aposta conseguir público com esse longa de 2011 que mistura "live action" com CGI.
O problema começa justamente aí. Eu acho que os Smurfs poderiam ter um filme só deles, no mundo deles e mesmo assim gerar história. A necessidade de trazer eles pro mundo real é só pra poder ter algum rostinho conhecido pra ajudar a vender o filme. É aí que entra Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother). Um ator de sitcom que não consegue se segurar no cinema justamente porque não é mais do que isso. Ao lado dele Jayma Mays, também da TV, do seriado
Glee e Sofia Vergara de Modern Family. Que tal? um representante de cada seriado entre os mais populares dos Estados Unidos.Normalmente eu baixaria o cacete. É claramente um filme de estúdio com pouquíssimo valor artístico. O clássico caso de um portal mágico para outra dimensão... o Central Park em Manhattan. De novo... Mas de alguma forma, os Smurfs consegue divertir porque não tenta ser mais do que realmente é: um filme pra crianças. Um filme feito pra crianças e feito principalmente para vender brinquedos para crianças. E se as crianças gostaram então pra mim está tudo certo. O filme cumpriu o que se propôs.
O grande destaque. Hank Azaria como Gargamel. Eu gosto muito dele e acho que ele tem um timing cômico excelente. Pra quem não sabe ele é o dublador de alguns personagens dos Simpsons, como o indiano Apu e o Moe. No cinema ele esteve em Uma Noite no Museu 2. Ele consegue literalmente dar vida a gargamel sob uma maquiagem que o deixa irreconhecível. Ficou fantástico de verdade e toda a dinâmica entre ele e seu gato, Cruel é idêntica aos desenhos. Vale o filme.
Bom. O filme é Bobo. Tão bobo quanto o desenho que eu adorava. Mas como eu disse, quem tem que gostar não sou eu, e sim as crianças, que são o público alvo desse filme. E pelo que eu pude ver, elas gostaram.

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