Produzido por Steven Spielberg e dirigido por J.J. Abrams (Star Trek). O filme traz de volta toda a nostalgia dos clássicos de Spielberg como E.T e Contatos Imediatos e adiciona o uma dose de crueza e muitos, muitos flares como é de costume com J.J. Talvez por isso, o que eu esperava que fosse um novo clássico chegou até mim como um filme mediano.
Desde o início, o filme te prende nessa atmosfera mágica dos clássicos dos anos 80 em uma sucessão de referências. E.T., Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Os Goonies, Transformers, Viagem ao Mundo dos sonhos e muitas outras estão presentes. Mas o filme se perde em determinados momentos, sem se decidir que
caminho tomar. Hora é uma aventura infantil como E.T., hora é um suspense cru e violento como Cloverfield.
J.J. se deixa levar pelo seu lado fã, assim como Bryan Singer fez em Superman, O Retorno e embarca nas viagens nostálgicas, deixando o filme sem profundidade e com conflitos que não fazem realmente diferença nenhuma. Como, por exemplo explorar a morte da mãe do personagem, mesmo que esse conflito não seja evidente no filme, já que tudo o que ele quer é salvar a mocinha. O que acontece é que Abrams tenta dar um clima de melancolia por trás, mas esse clima é logo esmagado pela situação de urgência que a cidade passa. E aí? E o conflito? fica pra ser resolvido em uma sequência final brochante e clichê com direito a lições de moral óbvias e muitas interrogações.
A grande atração do filme é sem dúvida nenhuma a direção de arte. Impecável. Quem se encarregou pelo departamento foram David Scott e Domenic Silvestri. David fez Tron - O Legado e Domenic fez Missão Impossível 3 e Na Natureza Selvagem que é um de meus filmes favoritos. O clima, os cenários, o figurino, os acessórios, Tudo se encaixava perfeitamente em um misto de realidade e nostalgia.
O elenco é desconhecido, mas já traz um grande destaque. Elle Fanning, a irmã mais nova e mais bonita de Dakota Fanning esteve em Um Lugar Qualquer e já tinha chamado atenção. Agora, com 13 anos ela consegue abrir uma porta que sua irmã Dakota nunca abriu, e que talvez hoje já seja tarde demais. A de Mocinha de Filmes de Ação. Elle Fanning é adorável e tem muito o jeito da paquera do prédio ou da escola que todo mundo teve. Aquele amorzinho platônico sempre presente na infância. O resto do elenco principal também não faz feio. Exceto pelo menino que adora explodir coisas. Sabemos disso porque ele repete isso 53 vezes durante o filme.
De resto, tudo foi uma grande decepção. O que no início caia como uma aventura de mistério envolvente e cativante, se perde no caminho para terminar como um filme B com pressa para acabar. As soluções que os personagens acham para resolver e lidar com as situações do filme são forçadas e irreais diante do clima de urgência que Abrams emprega o tempo todo. O que diabos é aquele cubo de metal? Uma pista barata que ele insiste em colocar desde o inicio do filme, apenas para no final pagar com uma resposta escrota que podia muito bem ser respondida com um "foda-se".
Assim como ET de Spielberg, este só queria ir pra casa. E eu também.
Desde o início, o filme te prende nessa atmosfera mágica dos clássicos dos anos 80 em uma sucessão de referências. E.T., Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Os Goonies, Transformers, Viagem ao Mundo dos sonhos e muitas outras estão presentes. Mas o filme se perde em determinados momentos, sem se decidir que
caminho tomar. Hora é uma aventura infantil como E.T., hora é um suspense cru e violento como Cloverfield.
J.J. se deixa levar pelo seu lado fã, assim como Bryan Singer fez em Superman, O Retorno e embarca nas viagens nostálgicas, deixando o filme sem profundidade e com conflitos que não fazem realmente diferença nenhuma. Como, por exemplo explorar a morte da mãe do personagem, mesmo que esse conflito não seja evidente no filme, já que tudo o que ele quer é salvar a mocinha. O que acontece é que Abrams tenta dar um clima de melancolia por trás, mas esse clima é logo esmagado pela situação de urgência que a cidade passa. E aí? E o conflito? fica pra ser resolvido em uma sequência final brochante e clichê com direito a lições de moral óbvias e muitas interrogações.
A grande atração do filme é sem dúvida nenhuma a direção de arte. Impecável. Quem se encarregou pelo departamento foram David Scott e Domenic Silvestri. David fez Tron - O Legado e Domenic fez Missão Impossível 3 e Na Natureza Selvagem que é um de meus filmes favoritos. O clima, os cenários, o figurino, os acessórios, Tudo se encaixava perfeitamente em um misto de realidade e nostalgia.
O elenco é desconhecido, mas já traz um grande destaque. Elle Fanning, a irmã mais nova e mais bonita de Dakota Fanning esteve em Um Lugar Qualquer e já tinha chamado atenção. Agora, com 13 anos ela consegue abrir uma porta que sua irmã Dakota nunca abriu, e que talvez hoje já seja tarde demais. A de Mocinha de Filmes de Ação. Elle Fanning é adorável e tem muito o jeito da paquera do prédio ou da escola que todo mundo teve. Aquele amorzinho platônico sempre presente na infância. O resto do elenco principal também não faz feio. Exceto pelo menino que adora explodir coisas. Sabemos disso porque ele repete isso 53 vezes durante o filme.
De resto, tudo foi uma grande decepção. O que no início caia como uma aventura de mistério envolvente e cativante, se perde no caminho para terminar como um filme B com pressa para acabar. As soluções que os personagens acham para resolver e lidar com as situações do filme são forçadas e irreais diante do clima de urgência que Abrams emprega o tempo todo. O que diabos é aquele cubo de metal? Uma pista barata que ele insiste em colocar desde o inicio do filme, apenas para no final pagar com uma resposta escrota que podia muito bem ser respondida com um "foda-se".
Assim como ET de Spielberg, este só queria ir pra casa. E eu também.

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