quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Discurso do Rei (The King Speech - 2010)

O Grande favorito ao Oscar de Melhor filme. A história de um fonoaudiólogo que ajuda um Rei com a tarefa de falar em público. O que pode parecer uma premissa simplista é traduzida em um filme magistral, orientada aos personagens

O filme ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme e o PGA, também como Melhor Filme, os dois principais termômetros do Oscar, além do Toronto International Film Festival.

O filme conta a história do Rei George VI (Colin Firth), que era gago desde a infância, e isso abalava sua autoconfiança. Ele procura ajuda de um fonoaudiólogo (Geoffrey Rush) que o ajuda a recuperar sua voz, e sua
autoconfiança para se tornar o rei que foi simbolo da resistência nazista na segunda guerra.

A direção fica por conta de Tom Hooper que dirigiu em 2009 The Damned United (Maldito Futebol Clube) e antes disso era conhecido por dirigir filmes para a TV e minisséries. Hooper consegue não só traduzir o clima da realeza britânica dos anos 30 aproveitando toda a arquitetura e as paisagens não como contraponto aos atores, mas como um complemento a narrativa. Mesmo as vezes, com paisagens e cenários magníficos, somos levados a ignorá-los para prestar atenção no texto entregado pelos atores principais, interpretações dignas de Oscar.

Não é a toa que tanto Colin Firth quanto Geoffrey Rush concorrem ao Oscar, um como Melhor Ator e outro como Melhor Ator Coadjuvante respectivamente. O filme também conta com a presença sempre ilustre de Helena Bonham-Carter, que nas cenas que aparece, não deixa a peteca cair.

O roteiro é de David Seidler que também é indicado ao Oscar de Melhor roteiro original coleciona indicações e prêmios por esse roteiro. Além da indicação ao Oscar (que tem tudo pra ganhar), foi indicado ao BAFTA Film Award, Globo de Ouro e ganhou o British independent Film Award. Seidler, entre muitos, muitos outros, consegue escrever um texto que fala sobre amizade, confiança e a busca pelo seu lugar no núcleo social. O rei em questão é atormentado por pensamentos e medos que o acompanham desde a infância, e tem que aprender a se desprender e se tornar dono de si.

Roteiro impecável, Direção orientada aos personagens. Fotografia espetacular que complementa o trabalho dos atores. É difícil encontrar motivos que tirem o Oscar de O Discurso do Rei. Um ótimo filme para quem gosta de História e “estórias”.

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