O Espetacular Homem Aranha fecha sua primeira semana com 137 milhões de dolares e chegou perto da semana de estréia do Homem Aranha de Sam Raimi em 2002. A renovação da franquia traz o aranha para um mundo mais realista, mais focado em Peter Parker.
Depois que Os Vingadores (2012) elevou o patamar de qualidade dos filmes de super heróis, não se pode mais lançar qualquer coisa. E todos os heróis da Marvel que não estão "na casa" no momento querem pegar carona nesse momento. Foi com essa idéia que a Sony Pictures, detentora dos direitos cinematográficos do Homem Aranha, resolveu incorporar o selo Marvel Studios a sua produção e agregar todo o poder da marca, e suas responsabilidades. Isso significa um novo homem aranha, mais apoiado na realidade e dentro do padrão Marvel de qualidade.
ironicamente, o filme segue muito mais o formato da casa concorrente e é muito mais parecido com Batman Begins do que com Vingadores. Assim como no filme de Nolan, Marc Webb investe no desenvolvimento da pessoa por trás da máscara deixando o herói em segundo plano, como uma consequência natural do caminho tomado por aquele personagem. Webb começa com um vilão de segunda linha (Lagarto), investindo em uma história de origem para só no final anunciar o vilão clássico que só vai aparecer no segundo filme. Se isso se confirmar, podemos esperar o Duende Verde e a morte de Gwen Stacy no segundo filme, assim como o Coringa de Nolan chegou para também matar a mocinha. Só que vamos fazer justiça. Mark Webb não é um Christopher Nolan e é somente por isso que ele não consegue alcançar exatamente o que queria, mas acabou fazendo exatamente o que o estúdio queria.
O filme tem uma narrativa típica dos quadrinhos do Homem Aranha. Desde a construção dos atos, o desenvolvimento dos personagens, os diálogos e até as sequências de ação parecem ter pulado das páginas da HQ. Mark Webb conseguiu capturar a essência dos quadrinhos do aranha, mas o Espetacular homem Aranha deixa devendo como filme. A narrativa é bastante infantil, o que vai de encontro a ambientação realista. As crianças vão adorar, mas os adultos que já sentiram o gostinho de O Cavaleiro das Trevas vão ficar decepcionados. Algumas formas que o diretor encontrou para amarrar o roteiro ou dar respostas foram falhos e até passariam despercebidos em uma HQ, mas não no cinema. Não vou soltar spoilers aqui, mas quem assistir ao filme imediatamente vai saber do que eu estou falando.
O elenco é muito bom. Eu gostei bastante de Andrew Garfield como Homem Aranha e como Peter Parker. Ele soube retratar o lado tímido e inseguro do Peter e a ironia inconsequente do Homem Aranha. Ele definitivamente é o Peter dos quadrinhos e seu porte físico é ideal para interpretar o herói. Emma Stone (Amor a Toda Prova) está ótima como Gwen Stacy. Rhys Ifans faz uma versão do lagarto que eu particularmente não gostei, mas acredito que essa seja uma falha de criação dos personagens por parte do roteirista, do que dos atores em si.
A história é de James Vanderbilt, que escreveu Zodíaco (2007) e também assina o roteiro do remake de Robocop que vai ser dirigido por José Padilha. Não da pra dizer que a história é ruim, mas definitivamente não é o melhor trabalho dele. Os personagens mal construídos acabam deixando falhas irreparáveis e mudando todo o conceito do filme. O personagem do Lagarto, por exemplo, que poderia ser muito bem trabalhado, acaba virando um vilão unidimensional e cliché.
O filme também tem uma cena pós créditos, portanto fiquem para ver, mas ela nem de longe se compara a dos outros filmes da Marvel. Aqui a cena é totalmente vaga e dispensável que não cumpre função nenhuma. Ao invés de ficar ansioso para ver o segundo filme, você sai do cinema com um "Tá, né" entalado na garganta.
Mas defeitos a parte, o filme fez o que o estúdio encomendou. Uma aventura infanto-juvenil para vender muitos brinquedos e galgar terreno para um universo expandido do Homem Aranha. Existem planos para um filme do Venom, ainda sem data de estréia, mas que terá ganchos diretos com essa franquia, que pode terminar com o encontro entre Aranha e Venom. Outra possibilidade é que o Homem Aranha possa se juntar ao elenco de Vingadores 2 (veja notícia completa aqui).
Eu particularmente gostei mais dessa nova versão do aranha do que a anterior, de Sam Raimi, mas isso depende de cada um. Os dois universos têm suas falhas e méritos. Definitivamente é um filme que vale a pena ser visto. As cenas de ação e as tomadas do Homem Aranha se balançando por Nova York são fantásticas e o 3d da uma nova dimensão a ação. Va assistir e deixe seu comentário.
O filme tem uma narrativa típica dos quadrinhos do Homem Aranha. Desde a construção dos atos, o desenvolvimento dos personagens, os diálogos e até as sequências de ação parecem ter pulado das páginas da HQ. Mark Webb conseguiu capturar a essência dos quadrinhos do aranha, mas o Espetacular homem Aranha deixa devendo como filme. A narrativa é bastante infantil, o que vai de encontro a ambientação realista. As crianças vão adorar, mas os adultos que já sentiram o gostinho de O Cavaleiro das Trevas vão ficar decepcionados. Algumas formas que o diretor encontrou para amarrar o roteiro ou dar respostas foram falhos e até passariam despercebidos em uma HQ, mas não no cinema. Não vou soltar spoilers aqui, mas quem assistir ao filme imediatamente vai saber do que eu estou falando.
O elenco é muito bom. Eu gostei bastante de Andrew Garfield como Homem Aranha e como Peter Parker. Ele soube retratar o lado tímido e inseguro do Peter e a ironia inconsequente do Homem Aranha. Ele definitivamente é o Peter dos quadrinhos e seu porte físico é ideal para interpretar o herói. Emma Stone (Amor a Toda Prova) está ótima como Gwen Stacy. Rhys Ifans faz uma versão do lagarto que eu particularmente não gostei, mas acredito que essa seja uma falha de criação dos personagens por parte do roteirista, do que dos atores em si.
A história é de James Vanderbilt, que escreveu Zodíaco (2007) e também assina o roteiro do remake de Robocop que vai ser dirigido por José Padilha. Não da pra dizer que a história é ruim, mas definitivamente não é o melhor trabalho dele. Os personagens mal construídos acabam deixando falhas irreparáveis e mudando todo o conceito do filme. O personagem do Lagarto, por exemplo, que poderia ser muito bem trabalhado, acaba virando um vilão unidimensional e cliché.
O filme também tem uma cena pós créditos, portanto fiquem para ver, mas ela nem de longe se compara a dos outros filmes da Marvel. Aqui a cena é totalmente vaga e dispensável que não cumpre função nenhuma. Ao invés de ficar ansioso para ver o segundo filme, você sai do cinema com um "Tá, né" entalado na garganta.
Mas defeitos a parte, o filme fez o que o estúdio encomendou. Uma aventura infanto-juvenil para vender muitos brinquedos e galgar terreno para um universo expandido do Homem Aranha. Existem planos para um filme do Venom, ainda sem data de estréia, mas que terá ganchos diretos com essa franquia, que pode terminar com o encontro entre Aranha e Venom. Outra possibilidade é que o Homem Aranha possa se juntar ao elenco de Vingadores 2 (veja notícia completa aqui).
Eu particularmente gostei mais dessa nova versão do aranha do que a anterior, de Sam Raimi, mas isso depende de cada um. Os dois universos têm suas falhas e méritos. Definitivamente é um filme que vale a pena ser visto. As cenas de ação e as tomadas do Homem Aranha se balançando por Nova York são fantásticas e o 3d da uma nova dimensão a ação. Va assistir e deixe seu comentário.
