terça-feira, 26 de julho de 2011

Enterrado Vivo (Buried - 2010)

Um filme genial pela sua simplicidade. Ryan Reynolds interpreta um homem que acorda e percebe que está dentro de um caixão, enterrado vivo. E por incrível que pareça, o filme se passa todo dentro daquele cubículo de madeira escuro.

O que a princípio pode parecer chato, se torna interessante quando você é transportado para dentro do caixão com Reynolds. Você vê o que ele vê, sente a sensação de confinamento e a dificuldades para respirar, o pânico, sem saber aonde e a que profundidade está. Enterrado Vivo é mais que um filme, é um experiência completa.



O diretor é o espanhol Rodrigo Cortés que só pela forma de conduzir o filme já merece um prêmio. Sem muitas opções ele segue simples, com planos fechados e pouca luz, mas nunca se tornando entediante.

Estamos ali, dentro do caixão com Ryan Reynolds. As informações vêm em fragmentos a medida que ele tenta desesperadamente pedir ajuda através de um celular.

O filme é tenso, eu não consigo imaginar alguém que não seja imediatamente puxado para dentro do filme assim que ele começa.

Um ator, Uma câmera e um cenário. O mais simples possível. Sem iluminação. Conseguir prender o público em uma experiência tensa onde ficamos ansiosos para ver qual será o destino do personagem. Nos pegamos, como ele, nervosos, rezando para que no final tudo dê certo. Rodrigo Cortéz fez um trabalho genial com o mínimo de recursos. Ele vai pra parte de cima da minha lista de diretores.

Assim como o também ótimo Atividade Paranormal (Paranormal Activity, 2009), Esse é um filme melhor visto em casa. Não deixe de assistir. Apague a luz da sala e aumente o volume da TV

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