Dirigido um tal de Rupert Wyatt, que antes desse só teve 3 outros longas na carreira como diretor. Eu nunca tinha ouvido falar nele até que os primeiros vídeos de Planeta dos Macacos: A Origem começaram a brotar na internet e chamaram minha atenção. O filme traz James Franco (127 Horas, Homem-Aranha) como um cientista testando uma nova droga que pode revolucionar a medicina. A cura do mal de Alzheimer. Andy Serkis (King Kong, O Senhor dos Anéis) deu vida, movimentos e expressões para o chimpanzé Caesar.
Caesar é sem dúvida nenhuma a grande estrela do filme. A captura de movimentos e expressões de Andy Serkis chega a ser assustadora. Ele consegue
construir toda uma evolução do personagem apenas com olhares e expressões, Seu trabalho foi fantástico, digno de Oscar, se existisse um prêmio para melhor personagem virtual.
construir toda uma evolução do personagem apenas com olhares e expressões, Seu trabalho foi fantástico, digno de Oscar, se existisse um prêmio para melhor personagem virtual.
A película é dividida em atos. O primeiro, mostra a vida e o desenvolvimento de Caesar enquanto vivia com o cientista (Franco) e seu pai (John Lithgow, o eterno Trinity Killer da série Dexter) que convenientemente é portador de Alzheimer só para justificar uma motivação mais humana pro personagem de Franco do que simplesmente ficar rico e entrar pra história. Afinal, ele deve ser o mocinho do filme. O segundo ato consiste em um filme de prisão, já que Caesar vai para um depósito de primatas que funciona como a típica prisão de filmes. Tom Felton (da franquia Harry Potter) interpreta uma espécie de "guarda carcerário" no sentido mais estereotipado da palavra. Ele é mau, sem escrúpulos e apesar de seu personagem acreditar que os macacos são apenas animais burros e estúpidos ele conversa e os trata como presidiários humanos, com ameaças e longas conversas que servem para mostrar como ele é perverso. Ele é filho do Diretor da instituição (Brian Cox, de X-Men 2), o que serve para justificar porcamente seu comportamento retardado. Aliás, o personagem de Cox também é o típico diretor de presídio. Um homem frio e insensível, mas não necessariamente mau. Até o preso experiente tem lugar aqui na pele de um orangotango.
o filme é bem cadenciado e realmente prende a atenção principalmente pela interpretação de Andy Serkis. Algumas seqüências são simplesmente deliciosas de assistir, como as que mostram Caesar se movimentando pelas árvores. O excesso de CGI me incomodou um pouco em alguns momentos, mas em geral, toda a movimentação dos macacos é excelente. Claro que pra tornar crível que um bando de macacos vençam um grupo de policiais da SWAT armados até os dentes, o filme apela um pouco. A seqüência da ponte de São Francisco é envolta por uma misteriosa névoa que facilita bastante o trabalho dos macacos. Uma névoa densa e espessa que cobre apenas a ponte e mais nada. Um elemento adicionado para criar dramaticidade e dar uma vantagem aos macacos. O que acontece é que tudo parece artificial e o filme só funciona sob essas condições adversas que não tem motivo de estar ali.
Uma das magias do cinema é que um filme não precisa ser perfeito pra ser bom. Digo bom no sentido mais pessoal e relativo que existe. Esse filme tem um personagem envolvente, uma história de busca pela liberdade que é identificável universalmente. Uma direção conservadora sem correr riscos, Atores excelentes. Vê, esse filme foi feito pra dar certo. E a verdade é que ele vai dar, apesar de todas as suas falhas porque é isso que é foda no cinema. Todos nós podemos nos dar ao luxo de manter uma cópia de Indiana Jones e o reino da Caveira de Cristal na coleção porque é um filme que todos nós amamos odiar. Porque é ruim mesmo.
Uma nova visão de uma franquia que parecia perdida no tempo, mas se renova justamente voltando as suas origens. Um filme divertido e que vai render muito dinheiro para o estúdio, já que ele estreou liderando lá nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, Planeta dos Macacos: A origem estréia na próxima sexta-feira, 12 de agosto. Um bom programa para o final de semana.

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